Jardim Gramacho. O maior aterro sanitário do mundo. Não somente cenário do filme Lixo Extraordinário, mas fonte de renda, aliás, subsistência dos habitantes da região pobre e esquecida da periferia do Rio de Janeiro. O lixo neste aspecto não é mais somente adubo ou restos do que já foi algo. Mas sim a esperança de se manter de pé, de suprir as necessidades básicas de um indivíduo, de continuar vivendo, mesmo com pouco, ou quase nada.
Tais sobreviventes do caos são catadores de materiais recicláveis e através da ótica de Vik Muniz, artista contemporâneo bastante conhecido tanto no Brasil, quanto no exterior, transformam seu cotidiano, transformam o lixo, transformam-se a si mesmos em arte dando assim uma nova perspectiva à sua realidade. O lixo pode ser realmente extraordinário. Depende somente do ângulo que o enxerga.
- Nota de esclarecimento:
Devido a alguns problemas técnicos, adiamos a sessão. Esta ocorrerá nesta quarta-feira (11/09), às 10h:30 na videoteca - 4º andar do bloco E -, CEFET/RJ. Não percam, galera! (:
FICHA TÉCNICA
Gênero: Documentário;
Direção: Lucy Walker;
Ano: 2009;
Duração: 99 minutos;
País: Brasil;
Elenco: Isis Rodriguez Garros, José Carlos da Silva Baia Lopez (Zumbi), Sebastião Carlos dos Santos (Tião), Suelem Pereira Dias;
Classificação Etária: Livre;
Resumo: Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.
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